O que eu escrevo pode não ser bom, provavelmente ninguém se importa com isso, mas quando escrevo algo, é um grito, um grito pedindo socorro, pedindo ajuda, estou de certa forma gritando para que todos saibam que não estou bem, que não vou ficar bem, que preciso de algo, ou de alguém que me de pelo menos um motivo para seguir em frente, eu já não estou mais aguentando, preciso de algo a mais na minha vida, ou quem sabe, algo a menos, mas preciso! Por um lado há um vazio em mim, por outro, já estou cheia, cheia de dor, de mágoas, de agustias, de lembranças. Eu preciso de alguém, eu preciso de ajuda, por mais idiota que isso pareça, eu preciso de socorro! Consigo fingir tão bem assim? Não imaginava que fingir era tão fácil, colocar um sorriso no rosto e falar um “estou bem” da boca pra fora, é fácil demais, e ao mesmo tempo desesperador. Tudo é tão óbvio, está tão na cara, será que ninguém percebe? Ou será que percebem, mas não se importam? Nada disso importa a ninguém, é um grito pelo qual muitos, ou aliás, todos ignoram, e o pior, tenho que continuar fingindo que absolutamente nada aconteceu!

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